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RECICLAGEM DE FIBRA DE CARBONO – BIKES & EQUIPAMENTOS

Specialized acelera programa de reciclagem de fibra de carbono – Todas as empresas, varejistas e ciclistas estão convidados a aderir à causa. No Brasil, empresa estuda operação para fazer a colheta do material.

 

Milhares de bicicletas de fibra de carbono vão parar em aterros sanitários todo ano e a Specialized quer mudar isso.

Baseado em programas existentes de reciclagem de fibra de carbono usados pela indústria aeroespacial, a Specialized está transformando bikes que iriam a aterros sanitários em produtos reutilizáveis. A empresa californiana fará isso através de lojas de ciclismo, retirando quadros danificados de carbono para transportá-los a um centro de reciclagem dos EUA. O programa será ampliado para as operações da UE (União Européia) assim que recursos apropriados forem identificados.

O processo de reciclagem da fibra de carbono consiste em cortar o quadro em pedaços menores, e então queimar o epóxi que une as fibras em um ambiente livre de oxigênio. Isso resulta em fibras menores com as mesmas propriedades do material original que pode ser usado de várias formas.

“Provavelmente será impossível construir uma bicicleta com o material reciclado, mas pode-se fazer uma variedade de produtos com as fibras menores. Por exemplo, a Boeing recicla seus estabilizadores transformando-os em apoios de braço,” disse Bryant Bainbridge, Estrategista de Sustentabilidade da Specialized. “Além de cessar o depósito do material em aterros sanitários, você está recuperando carbono com um gasto menor de energia, comparado ao utilizado para construir produtos a partir do material virgem.”

“A Specialized está empenhada em lidar com todo o processo sofrido pelas bicicletas ao final de suas vidas úteis, pois é a coisa certa a se fazer. Mas esse programa não tem como objetivo ser exclusivo da marca,” disse Bainbridge. “Trek também está fazendo um ótimo trabalho e todas as empresas da indústria que produzam produtos de carbono estão convidadas a aderir à causa.”

Revendedores Specialized participantes nos EUA aceitarão quadros de carbono (de qualquer marca) que serão recolhidos pela Specialized e enviados a Materials Innovation Technology para reciclagem. Specialized informará a indústria quanto ao número de quadros reciclados, a quantidade de fibra de carbono recuperada e o conhecimento adquirido nas feiras Eurobike e Interbike 2012.

“Na mesma época faremos um requisição formal para que haja uma união industrial para a reciclagem de fibra de carbono,” disse Bainbridge. “Esse é um problema compartilhado pela indústria e que precisa ser resolvido. Nós vamos nos responsabilizar agora, mas queremos que todos participem. Esse projeto se trata de colaboração e não ego. Na Eurobike, compartilharemos tudo que esse projeto nos ensinar.”

A Specialized recentemente juntou-se ao grupo Outdoor Industry Association Eco-Index e é um participante ativo na criação de um sistema abrangente para avaliar e melhorar o impacto ambiental de um produto.

A Specialized entrará em contato com seus revendedores em janeiro para dar informações sobre como lidar com devoluções de quadros de carbono e sobre a data de início do programa. No Brasil ainda não há previsão para colheta do material, mas a empresa j

Sobre a Specialized:

Specialized foi fundada em 1974 por ciclistas para ciclistas. Com base no norte da Califórnia, nos focamos nas necessidades dos ciclistas, de produtos avançados funcional e tecnicamente, que ofereçam benefícios de desempenho.

 

Mais informações: www.specialized.com.br

O QUE ATRAPALHA É A FALTA DE CULTURA!

Moema pode ir à Justiça contra bicicletas

Associação de moradores do bairro paulistano já estuda processar a Prefeitura

SÃO PAULO – Inaugurada no sábado, a primeira ciclofaixa permanente de São Paulo, em Moema, na zona sul, já pode ser alvo de ação judicial. A Associação de Amigos e Moradores de Moema (Amam) pode recorrer à Justiça para tirar a faixa.

Motociclista trafega pela faixa exclusiva para bicicletas em Moema - Paulo Liebert/AE

A presidente da Amam, a psicóloga Rosângela Lurbe, argumenta que as faixas dificultam o estacionamento dos carros e são pouco utilizadas. “Não passa nem uma alma. No domingo, se circularam 12 bicicletas, foi muito”, disse.

Rosângela afirmou ontem que tentará nova reunião com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) no Ministério Público Estadual de São Paulo, mas diz que há “grandes chances de uma ação” caso a faixa não seja removida. Um abaixo-assinado está sendo feito desde domingo.

Nas três horas em que esteve no local ontem, entre 11h20 e 14h20, a reportagem contou seis ciclistas trafegando na faixa, que têm um metro de largura e 3,3 quilômetros de extensão. A confusão dos primeiros dias persistia e, no mesmo período, nove motoristas foram vistos pelo JT estacionando sobre a ciclofaixa – em vez de parar sobre a nova demarcação das vagas de Zona Azul. Elas ficam afastadas um metro da guia.

“A vaga é ali? Não vou parar no meio da rua”, relutou o aposentado Spencer Chingotte, de 67 anos. Mesmo após ser informado sobre o local correto, ele preferiu manter seu carro sobre a faixa das bicicletas.

Para os cicloativistas, a circulação verificada pela reportagem não indica um fracasso do projeto, que ficará em fase de testes por15 dias. “O número em si não tem nenhum significado para mim. A estrutura vai atrair demanda conforme for bem-sucedida”, acredita Thiago Benicchio, diretor da Ciclocidade. “É preciso esperar uns três meses para avaliar”, diz Horácio Augusto Figueira, consultor em engenharia de tráfego.

A CET informa em nota que está fazendo pesquisa com usuários e poderá fazer mudanças. Em relação aos pedidos da Amam, diz que realizou “várias” reuniões com a entidade antes de abrir a ciclofaixa e que novo encontro está marcado para o dia 28.

Fonte: estadao.com.br

BICICLETA DE PET RECICLADO PRODUZIDA NO BRASIL

Que tal uma armação de bicicleta produzida a partir de plástico de garrafas PET, embalagens de shampoo e peças de geladeira? Pelo menos a 2.500 pessoas essa ideia interessa. Elas estão numa lista de espera para adquirir uma bike de quadro reciclado que é fabricada, sob encomenda, em São Paulo. Essa bicicleta é mais resistente, flexível e barata. Isso porque o plástico não enferruja, amortece naturalmente e sua fabricação transforma resíduos sólidos em um novo produto.

A invenção é do artista plástico uruguaio Juan Muzzi, radicado no Brasil. Ele estuda a fabricação desse modelo há doze anos, investindo dinheiro próprio. Há um ano e meio o molde final ficou pronto. A partir de novembro os primeiros exemplares serão distribuídos. “Tenho a patente da primeira bicicleta de plástico reciclado do mundo”, diz.

Para fabricá-las, Muzzi conta com o trabalho de algumas ONGs que recolhem sucata e vendem para uma empresa que granula o material. Os grãos são vendidos para a Imaplast, empresa de moldes que Muzzi dirige. Também é possível que o próprio interessado leve o material reciclável. No processo de produção, o plástico granulado entra em uma máquina e é injetado no molde de aço. “Cada quadro demora dois minutos e meio para ser fabricado e, se for feito só de PET, usa 200 garrafas”, explica o empresário.

A maioria das encomendas – elas devem ser feitas pelo site MuzziCycles* – pedem os quadros, apenas. Cada um custa R$ 250. Mas também é possível comprar a bicicleta completa, que pode chegar a R$ 3 mil. Estados Unidos, Alemanha, México e Paraguai já demostraram interesse em encomendar magrelas de plástico reciclado. Um modelo infantil começa a ser produzido no ano que vem. E mais: “Em maio começamos a fazer um modelo de cadeira de rodas. Mas nesse caso vamos doá-las. A pessoa só terá de trazer o material plástico”, conta Muzzi.

Fonte: super.abril.com.br